Terminal Rodoviário do Jabaquara tem 41 anos!

A história do Jabaquara se funde com a história da evolução dos transportes na capital paulista, desde o início do século XX e até os dias atuais, com diversos novos projetos de ampliação do sistema metroviário da capital. 

Um dos marcos nesse processo foi a construção do Terminal Rodoviário Intermunicipal do Jabaquara, inaugurado em maio de 1977. 

A data tem explicações diversas: a primeira é que dois anos e meio antes, em setembro de 1974, foi inaugurado o primeiro trecho de metrô. “Em 1977, já havia várias outras estações em funcionamento e que facilitavam muito a circulação de quem morava no Jabaquara por toda a cidade. Mudou nossa história”, relembra Eliane Kattur Nieman Mello, que nasceu e cresceu no bairro, diretora pedagógica da Escola Nossa Senhora das Graças.

A Escola foi fundada há exatos 60 anos, em 1958, quando o sistema de transporte na capital era limitado e a circulação de moradores pela cidade comprometida pela falta de alternativas. 

Efetivamente, no primeiro semestre de 1975, havia sido inaugurado o segundo trecho do metrô, que até então ia apenas do Jabaquara à Vila Mariana. Agora a malha subterrânea chegava ao centro da cidade, na Liberdade. No segundo semestre do mesmo ano, a linha se estenderia até Santana – só a estação Sé que ficou pendente e teria obras concluídas apenas em 1978. 

O outro fator que explicava a inauguração da Rodoviária era a conclusão de outra obra urbana de importância para toda a capital: a Rodovia dos Imigrantes, conectando a capital ao litoral sul paulista. 

Dessa forma, a Rodoviária do Jabaquara se firmava como essencial no cenário urbano, pois estava conectada ao terminal do metrô e ao mesmo tempo bem próxima à estrada que ligava a capital à Rodoviária. 

Hoje, o terminal recebe em média 15 mil usuários por dia e é administrado por empresa concessionária, a Socicam.  

O Terminal Rodoviário Intermunicipal do Jabaquara está equipado para receber os 15 mil usuários que passam por lá todos os dias e está inclusive adaptado para uso por pessoas com deficiências.

Também na época de sua construção, o bairro passava por diversas outras transformações, todas consequência da chegada do metrô e abertura da Rodovia dos Imigrantes.

Era o chamado projeto CURA – Comunidades Urbanas de Recuperação Acelerada. A Prefeitura pretendia, com as obras de urbanismo e abertura viária, trazer benefícios aos extremos da cidade onde o metrô acabara de chegar: Jabaquara e Santana. 

Foi com o projeto Cura que o bairro ganhou o Centro Cultural do Jabaquara, o parque Lina e Paulo Raia, o Hospital Arthur Ribeiro de Saboya. O hospital, aliás, foi planejado para atender com prioridade politraumatizados. Isso quer dizer que foi construído para que pudesse receber eventuais vítimas de acidentes de carro, pela proximidade com a Imigrantes, ou até de avião, pela proximidade com o Aeroporto de Congonhas. 

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