História do Jabaquara

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Aeroporto, metrô, ônibus e trem: transportes na história do Jabaquara

Se em vários bairros da cidade, o crescimento aconteceu puxado por grandes indústrias do passado que atraíram operários, no Jabaquara é possível dizer que as maiores movimentações estão relacionadas a caminhos e transportes.

Foram os transportes que trouxeram operários para morar aqui, além de representar a descoberta desse bairro por outro grupo de pessoas.

O primeiro deles foi o trem a vapor, que levava pessoas pelo já existente “Caminho do Carro que vai para Santo Amaro”, uma estrada que seguia mais ou menos o mesmo traçado do atual corredor Vergueiro-Domingos de Moraes-Jabaquara.

O trem, pertencente à Light, fazia parada na atual região da Igreja de São Judas Tadeu para esfriar suas caldeiras, junto ao Riacho da Traição, que hoje passa sob a Avenida dos Bandeirantes. 

Depois, veio o Aeroporto de Congonhas, em 1936. Sua construção atraiu operários para o bairro vizinho, até então despovoado e que passa a ser loteado por conta do interesse. 

Linhas de bondes surgiram e, embora algumas tenham desaparecido, ajudaram a povoar também regiões no caminho entre a capital e o litoral. 

Depois, na década de 1940, veio a CMTC, que trouxe para o bairro uma de suas garagens. Na década de 1970, o metrô foi, sem dúvidas, o maior impulso histórico para o povoamento do Jabaquara, com seu primeiro trecho justamente ligando o Jabaquara à Vila Mariana.

A inauguração do transporte subterrâneo na cidade aconteceu no bairro. “O próprio presidente veio para a inauguração”, relembra Marcia Tavares Nieman, que na época integrava a banda da Escola Nossa Senhora das Graças.

Hoje, Márcia é assistente de direção da ENSG, escola que está prestes a celebrar 60 anos de existência. “Certamente, vimos muitas transformações e uma explosão demográfica nessas últimas décadas”, confirma.

Na sequência da inauguração do metrô, ainda na década de 1970, vieram uma estrada e novos avanços no setor de transporte da cidade e que impactaram a região do Jabaquara: a Rodovia dos Imigrantes, representando mais facilidade na conexão com o litoral sul paulista, e o Terminal Rodoviário do Jabaquara. 

Na década de 1980, o Governo do Estado ainda desenvolveu um plano para implantar no bairro um terminal de tróleibus imenso, que conectaria a capital com a região do ABCD.

Houve movimentação contrária da comunidade local e o terminal acabou ocupando espaço um pouco menor, mas sua importância é inquestionável na estrutura de transporte metropolitano. 

Para completar o cenário, há ainda, na atualidade, outro projeto de transporte que promete trazer novas mudanças intensas para o Jabaquara: um ramal do monotrilho (linha Ouro – 17), sistema de metrô que corre sobre pilares, como um “trem aéreo”.

Mas, por enquanto, só está sendo construído o trecho entre o Jardim Aeroporto e a região do Morumbi. 

O trecho entre a estação Jabaquara e o Aeroporto de Congonhas dependerá de novas desapropriações e também da conclusão de outro importante “caminho” na região: o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, que foi construída na década de 1980 mas não em sua total extensão planejada, que ligaria a Marginal Pinheiros à Rodovia dos Imigrantes.

Não há prazo previsto nem para a obra de expansão da Linha 17 – Ouro do metrô (monotrilho) nem para a dos túneis que prolongariam a avenida Roberto Marinho, na Operação Água Espraiada.

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