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Por que não existem mais bandas marciais e desfiles?

Na verdade, ainda existem algumas bandas marciais e fanfarras organizadas, desfiles cívicos promovidos em especial na Semana da Pátria, em setembro. Mas, são cada vez mais raros.

Nas décadas de 1960, 1970, 1980 e até a década de 1990, as bandas marciais eram comuns. “Nossa banda fez história. Além de participar dos desfiles cívicos, apresentava-se em concursos dentro e fora de São Paulo, ganhando muitos troféus”, relembra a fundadora da Escola Nossa Senhora das Graças, Lucy Nieman. Ela destaca o capricho dos uniformes, a leveza e graciosidade das balizas que carregavam estandartes e bandeiras, o empenho dos alunos em cada um dos instrumentos.

“Outro destaque de nossa banda foi a atuação do maestro Álvaro, que não só garantiu a iniciação musical em muitos dos estudantes, como também organizou até a criação de hinos em homenagem à própria escola e ao bairro onde está sediada, a Cidade Vargas”, conta a diretora. Os dois filhos, a nora e o genro de dona Lucy participaram da banda.

“Foi um capítulo muito importante da história da Escola. Os alunos amavam e tinham orgulho de participar, ao mesmo tempo em que aprendiam a tocar um instrumento, ganhavam noções musicais e artísticas que levavam para a vida adulta, independentemente da carreira que pretendiam seguir”, avalia a assistente de direção Márcia Tavares Nieman.  Ela própria integrou a banda na década de 1970 e se lembra de ter participado não só de desfiles e concursos, como também de eventos importantes como a inauguração de várias estações do metrô, a visita do presidente da República e outros.

“As bandas aos poucos foram perdendo espaço na agenda das famílias. Era muito complicado para os pais garantirem presença dos filhos em ensaios ao longo da semana e ainda participarem de concursos e apresentações em outras cidades, muitas vezes aos domingos pela manhã”, constata Márcia.

Mas, ela pondera que a valorização da música permanece forte. “Além de mantermos viva a história da nossa banda entre os alunos e suas famílias, hoje a Educação Musical faz parte do currículo da escola desde a Educação Infantil até o 5o. ano do Ensino Fundamental. Do 6o. ao 9o. ano, ainda há aulas de Canto-Coral, Rítmo e Arte do Corpo”, diz Márcia, ressaltando que os tempos mudam, mas a importância da arte, da música e dos símbolos nacionais permanece.

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2 Comments

  1. Eleuterio 8 de maio de 2018

    Nao existia celular. Kkk que bons tempos.

  2. claudio mello 11 de maio de 2018

    Época dos governos militares no Brasil, os quais combateram os comunistas. As escolas seguiam uma disciplina parecida com os dos quartéis. Daí as fanfarras.

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