Banda Marcial era destaque nos desfiles de 1 de Maio

A Cidade Vargas, bairro no distrito do Jabaquara, surgiu no início da década de 1940 como um condomínio planejado. O loteamento foi não apenas projetado para que surgissem casas espaçosas, cercadas de jardins e baixos muros. Mas também para atender trabalhadores do Comércio e da Imprensa paulistanos, já que os imóveis contavam com financiamento federal por meio dos sindicatos dos Comerciários e dos Jornalistas.

O próprio presidente Getúlio Vargas veio conferir pessoalmente as obras, em dezembro de 1942. Depois, em 1945, no Dia do Trabalho, foi oficialmente criada a Sociedade Amigos da Cidade Vargas, que representava a união da comunidade e teve grande importância na luta por melhoria de qualidade de vida local. Ou melhor, ainda tem, já que a SACV vai completar 73 anos!

Nas décadas de 1960, 1970 e 1980, a SACV promovia desfiles para celebrar o Primeiro de Maio. “Era, acima de tudo, um momento de confraternização a comunidade, representava a união dos moradores em nome de uma atuação conjunta”, diz Marcia Tavares Nieman,  assistente de direção da Escola Nossa Senhora das Graças.

A Escola está celebrando seus 60 anos, acompanhou e fez parte da evolução do bairro. “As festas de formatura das turmas aconteciam na sede da Sociedade Amigos”, relembra Márcia, que na década de 1970 era uma das alunas. “E participávamos de todos os desfiles de 1 de maio”.

Os desfiles eram muito esperados pela vizinhança. “A Banda Marcial já era bem estruturada e forte nessa época. Ensaiávamos os hinos, o toque, a coreografia das balizas, o desfile propriamente dito, pelas ruas do bairro”, conta ela.

A apresentação da Banda Marcial da Escola, que participou de muitos eventos e competições por todo o país, era uma atração importante no calendário de eventos da região.

No final da década de 1960 e início da de 1970, quando  as obras de construção do metrô movimentavam a vida no bairro, os estudantes chegaram a desfilar vestidos de operários da empresa, no 1o de Maio. “Eram os trabalhadores que mais impactavam na época e a comunidade valorizava muito esse serviço”, diz a educadora.

A expectativa não foi em vão: o metrô realmente mudou a realidade, facilitando o acesso da população ao centro da cidade e fomentando o desenvolvimento do Jabaquara e da Cidade Vargas.

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