Jabaquara, na história de São Paulo

Para conhecer a história de um bairro paulistano, qualquer um deles, precisamos antes entender um pouco sobre a formação da própria metrópole, atualmente a maior do país e uma das cinco maiores do planeta.

São Paulo, contam os historiadores, foi fundada com uma missa celebrada pelo Padre jesuíta José de Anchieta, em 25 de janeiro de 1554.

Mas o que muita gente não sabe é que por mais de três séculos, a capital paulista não passava de uma pequena província. Em 1872, época da Revolução Industrial, São Paulo tinha apenas cerca de 20 mil habitantes. Em apenas 155 anos, esses 20 mil se transformaram em 12 milhões de habitantes.

E o que o Jabaquara tem a ver com esta história? A cidade, como se vê, até o final do século XIX se restringia a algumas vias no que chamamos de centro velho. Nas regiões ao redor, existiam fazendas, chácaras, algumas estradas, alguns pequenos casebres. Havia ainda uma província vizinha, Santo Amaro, então município independente. Mas esta é uma história a ser contada em detalhes.

No Jabaquara, a mais antiga habitação de que se tem notícia é a casa em taipa de pilão que existe até hoje e que, supõe-se por conta da inscrição gravada em sua porta, de 1719. Conhecido atualmente como Casa do Sítio da Ressaca, o imóvel é um patrimônio tombado pelo patrimônio histórico.

Nesta época, pertencia – ou havia pertencido recentemente – a uma figura que ficaria famosa na história paulistana e sobre a qual também falaremos adiante: o Vigário Domingos Gomes Albernaz.

Todas as demais igrejas e construções mais antigas que resistem pela região são do século XX, bem recente.
A primeira coisa a se considerar, portanto, é que o Jabaquara, como todos os bairros não centrais da capital, já existia e tem histórias que remontam ao século XVII, e elas serão contadas aqui.

Não existe, como na maioria dos bairros, uma “data de fundação” do Jabaquara. Ninguém chegou por ali, cortou uma fita e disse: está inaugurado o bairro do Jabaquara.

Existem fatos marcantes diversos e que podem simbolizar o início da história do bairro. E cada um deles vai ser contado aqui.

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